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Arena

Saiba como será a Arena que irá abrigar a nova Baixada


 
Atlético deve inaugurar centro comercial no segundo semestre (*)
Por Marli Lima
 
 
Um grande centro comercial, tendo como principal âncora o futebol. É o que o presidente do Clube Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia, diz que está construindo, com inauguração prevista para o segundo semestre deste ano (provavelmente em outubro), antes de encerrar seu mandato, no próximo dia 31 de dezembro. O empreendimento, batizado temporariamente de Nova Arena (ou arena multi-uso), fica no bairro Água Verde, em Curitiba, terá investimentos totais de R$ 30 milhões e, de acordo com o projeto, além de campo de futebol e arquibancadas, lojas, restaurantes, área de lazer e a infra-estrutura necessária para a realização de shows artísticos. "Um estádio normal é utilizado cerca de 25 vezes por ano. O que estamos construindo poderá ser usado todos os dias da semana", diz Petraglia. Por isso, ele prevê que o retorno do investimento deverá acontecer entre o sexto e o oitavo anos de funcionamento.  

A construção, iniciada no ano passado, dar-se-á em duas fases; a segunda fase depende da desocupação de uma área de 18 mil metros quadrados, adquirida recentemente pelo clube. A área construída total, de acordo com o projeto, será de 50 mil metros quadrados, com capacidade para abrigar 50 mil torcedores (12,5 mil em cadeiras) em área coberta. O presidente do clube diz que a obra gerará, em média, 500 empregos diretos e outros mil indiretos  

Petraglia informa que o faturamento do clube que preside foi de R$ 20 milhões em 1997, R$ 12 milhões a mais que no ano anterior. O resultado, segundo ele, deveu-se principalmente à venda de jogadores para outros clubes - em especial de Oséas, para o Palmeiras, e a de Paulo Rink para um time (Bayer) da Alemanha. Parte desse dinheiro será usado na construção da Arena. Para completar o valor do investimento, o clube quer vender 12,5 mil cadeiras, ao preço unitário de R$ 2 mil, o que daria R$ 25 milhões, se todas fossem compradas. O clube espera vender, no mínimo, 7,5 mil. Diz também que está negociando patrocínios com dez empresas de segmentos diferentes - uma delas, a patrocinadora-master, poderá ter o direito de decidir o nome da Arena. 

Além disso, o investimento nos dez mil metros quadrados destinados à área comercial seriam feitos, em parte, por seus usuários. Uma das lojas pertencerá à Umbro, fornecedora de materiais esportivos para o clube desde o ano passado. Também estarão à venda 152 camarotes, que deverão render R$ 6 milhões. 

Petraglia diz que o objetivo principal do investimento é fortalecer o futebol do clube, criado em 1924 e que tem 25 títulos estaduais e um nacional. "O negócio do futebol pode ser viável", diz Petraglia, citando um estudo da FIFA, que estima que o esporte movimenta, anualmente, US$ 200 bilhões. Segundo ele, o projeto de construção da Arena, inédito no Brasil, foi enriquecido com várias visitas de arquitetos, patrocinadas pela Umbro, aos principais estádios do mundo. O presidente afirma que o local terá uma acústica perfeita e poderá, inclusive, ter cadeiras colocadas no gramado para shows especiais, com a utilização de estrutura de nylon reforçado, importada da Europa e colocada sobre a grama. 

Com a utilização do gramado para shows, a capacidade do estádio será ampliada em 25 mil pessoas. O gramado, de acordo com o projeto, será descoberto, terá 105 metros de comprimento por 68 metros de largura, e estará separado das arquibancadas por um fosso de quatro metros de profundidade e três metros de largura. O projeto prevê, também, estacionamento para 750 automóveis.  

Para gerenciar a construção, foi contratada a empresa Voltoragui, de Curitiba. Todas as contratações de trabalhadores para a obra, segundo Petraglia, são feitas diretamente pelo clube.

 

 * Extraído do Jornal Gazeta Mercantil, edição de 20 de fevereiro.


 
 
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